Mostrar mensagens com a etiqueta Arte Maçónica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arte Maçónica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Poema Papiniano Carlos


Notável poesia de Papiniano Carlos lida aquando do Congresso Republicano de 1956. Que ajude a inspirar os Republicanos vivos no exemplo dos Republicanos mortos!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Poema - A Cor das Acácias


A Cor das Acácias

Hoje escrevo-te sobre um pano de linho, 

para que entres em cada ponto que vou bordando 
e me ensines a Cor das Acácias. 

Bordei o amor a fios de prata 
e um beijo agarrado ao meu peito. 
Bordei a saudade como uma ave perdida
no início do Inverno. 

Mas quando chegas... 
Teus dedos são como anjos no meus cabelos
E toda a Luz entra na alvura do meu pano.

Autor: Ba 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ilustração de uma Iniciação em tempo Antigos.
Litografia Inglesa do Século XIX (30 de Janeiro de 1809) - Londres

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Façamos Maçonaria

Sermos Europa, África, Ásia, América e Oceânia, sermos todos os povos num só dia.

Sermos uma janela aberta da Maçonaria Universal, em defesa dos valores Iniciáticos das nossas Ordens, da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que são o caminho comum da Maçonaria Universal: Humanismo e Cidadania.


Libertar os homens das suas grilhetas e torná-los livres e de bons costumes.

 
Pintar esta tela de todos os sonhos, Sóis e Luas, abrir nela os nossos conhecimentos e partilhá-los universalmente.


Façamos Maçonaria! Construamos um mundo melhor!

Autor: Jónatas

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dizes-me

Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?

Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta?  Não sei.
Sou diferente.  Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior.

Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada.  Que mais há a dizer?

Alberto Caeiro 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Solstício de Inverno 2012

Solstício de inverno.
Aqui estou novamente a festejá-lo
À fogueira dos meus antepassados
Das cavernas.
Neva-me na lembrança,
E sonho a primavera
Florida nos sentidos.
Consciente da fera
Que nesses tempos idos
Também era,
Imagino um segundo nascimento
Sobrenatural
Da minha humanidade.
Na humildade
Dum presépio ideal,
Emblematizo essa virtualidade.
E chamo-lhe Natal.

Miguel Torga (1982)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pintura Carmen-Lara Interpreta o Fado a Solo


Carmen-Lara nasceu no Bombarral, vive em Sintra e, embora tendo começado a expor há três anos já fez uma dezena de exposições individuais e participou em duas dezenas de exposições colectivas nas mais diversas instituições.
A sua obra Arte Universal está exposta permanentemente nos espaços de arte: “Diz-me o Que Lês…” – Parque das Nações – Lisboa e Múri Artesanato – Olaias – Lisboa.
Pela sua importância e criatividade realcemos as recentes realizações do seu curriculum:
2010 – Museu da República e Resistência, em Lisboa – Primeira exposição individual de Arte Maçónica realizada em Portugal franqueada ao público;
2011 – Organização da 1ª Colectiva de Arte Universal, com a apresentação de 3 obras suas obras de diversos Artistas e Países - Museu da República e da Resistência em Lisboa – com o apoio institucional das Embaixadas de: África do Sul; Brasil; Bulgária; Letónia; México; Moçambique; Panamá e Polónia;
2011 – O livro “Arte Maçónica Numa Visão Profana”, de Carmen-Lara e prefaciado por António Arnaut, com apresentação pública no Grémio Lusitano. António Arnaut, num douto preâmbulo, considera que “servindo-se habilmente da simbologia maçónica, Carmen-Lara soube combinar na paleta da sua imaginação as tintas que deram forma e cor ao “espírito” que se exala, como um suspiro de amor, destas 33 telas que vieram enriquecer a arte maçónica”.
Carmen-Lara, diz: “Pretendo construir uma ponte entre o mundo profano e o mundo maçónico. De uma forma suave e subtil, pretendo também construir uma verdadeira ponte de passagem do mundo profano para o verdadeiro Conhecimento, suscitando o interesse para a pesquisa, assim contribuindo para a desmistificação de alguns conceitos errados no mundo profano, consequentes de um estado de desconhecimento.”

A obra que pode ser apreciada em exposição é fundamentada no Fado.
A origem do fado parece despontar da imensa popularidade nos séculos XVIII e XIX da Modinha, uma teoria, não completamente provada e da sua síntese popular com outros géneros afins, como o Lundu. No essencial, a origem do fado é ainda desconhecida, mas certo é, que surge no rico caldo de culturas presentes em Lisboa, sendo por isso uma canção urbana. No entanto, o fado só passou a ser conhecido depois de 1840, nas ruas de Lisboa. Nessa época só o fado do marinheiro era conhecido, e era, tal como as cantigas de levantar ferro as cantigas das fainas, ou a cantiga do degredado, cantado pelos marinheiros na proa do navio.
É este fado que se vai tornar o modelo de todos os outros géneros de fado que mais tarde surgiriam como o fado corrido que surgiu a seguir e depois deste o fado da cotovia. E com o fado surgiram os fadistas, com os seus modos característicos de se vestirem, as suas atitudes não convencionais, desafiadoras por vezes, que se viam em frequentes contendas com grupos rivais. Um fadista, ou faia, de 1840 seria reconhecido pela sua maneira de trajar.
A sua origem histórica é incerta e não é uma importação, mas antes uma criação que surge de uma mistura cultural que ocorreu em Lisboa.
A primeira cantadeira de fado de que se tem conhecimento foi Maria Severa que cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria, especialmente na Rua do Capelão. Era amante do Conde de Vimioso e o romance entre ambos é tema de vários fados.
Os temas mais cantados no fado são a saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano dos bairros típicos e as lides de touros. Eram os temas permitidos pela ditadura de Salazar, que permitia também o fado trágico, de ciúme e paixão resolvidos de forma violenta, com sangue e arrependimento. Letras que falassem de problemas sociais, políticos ou quejandos eram reprimidas pela censura.
O fado moderno teve o seu apogeu com Amália Rodrigues. Foi ela quem popularizou fados com letras de grandes poetas, como Luís de Camões, José Régio, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, José Carlos Ary dos Santos.
Nascido em Lisboa o fado tornou-se rapidamente numa canção nacional, que é hoje conhecido mundialmente pode ser (e é muitas vezes) acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra, mas não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa.
No dia 27 de Novembro de 2011, a UNESCO declarou o Fado Património Imaterial da Humanidade.
Esta obra que vos é proporcionada teve a inspiração profunda na origem e história do Fado, nos poemas dos poetas que foram transportados para a arte de cantar o fado, na música dos mestres que souberam manter e elevar a composição musical única, nos Fadistas que ao longo do tempo deram voz a esta canção muito própria portuguesa e aos músicos que elevaram os sons e trinados da guitarra e viola portuguesa. 
Todas as obras são criações únicas, cuja fonte de inspiração é, tão somente, fruto das suas ideias, das suas emoções, da sua intuição e do seu estudo, cujos resultados faz repercutir na tela as cores, o traço, o sentir, a criatividade, o construir. 
As obras expressam o sublimar da arte na sua essência e no que mais genuíno tem: a alma de ser Português! 
Soube transmitir para a tela, e tela transmiti-nos essa única maneira de ser e sentir bem português: a Saudade! 
Embrenhando-nos na poesia leva-nos a sentir nos tempos a alma da poesia portuguesa. 
Na ideia e sentimento muito forte emocionalmente, como dizia Fernando Pessoa: “ é outra coisa ainda, e essa coisa é que é linda”! 

Na inauguração da Exposição de Pintura realizada a 23.03.2012 no Museu República e Resistência - espaço Grandela, foi partilhado além da arte e obra da artista Carmen-Lara, a poesia, o fado, os trinados das guitarras e violas num são e agradável convívio e partilha no final da tarde primaveril. 
Os sinceros agradecimentos a todos os participantes! 

Exposição de Pintura Fado - Património Imaterial da Humanidade
Por Carmen-Lara

Patente até 11 de Abril de 2012

Museu República e Resistência - Grandela
Estrada de Benfica, 419

terça-feira, 6 de março de 2012

Carmen-Lara


http://carmenlara.jimdo.com/carmen-lara
Rostos que fazem história

Carmen Lara pinta com sentimento:
“Pinto arte maçónica, sim.
Como em tudo o que pinto
e crio, é somente
a necessidade de dar forma
e cor ao que sinto
profundamente.


Texto e fotografias: Joaquim Santos 



O NOTÍCIAS DE COLMEIAS foi encontrar em Lisboa a pintora Carmen Lara. Nascida no Bombarral a 23 de Março de 1971, cria obras únicas que rebusca nas suas ideias, no imaginário mais profundo da vida. A sua permanente intuição é transportada para as cores das suas telas. Os temas das suas exposições são diversificados, embora a temática maçónica seja predominante. Mas, o Parque das Nações, África, símbolos e formas, Fernando Pessoa, arte erótica ou a Casa do Eléctrico de Sintra, são outras das temáticas que a artista plástico já explorou nas suas muitas exposições individuais ou colectivas....

Entrevista a não perder na Página - Notícias, deste Blogue.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Na Morada(o) da Rosa



O meu tempo não é o vosso tempo, a minha realidade não é a vossa realidade, embora estejamos todos no mesmo tempo, assistindo à mesma realidade. 
Se o meu tempo sendo o mesmo tempo é diferente do teu tempo e, se o teu tempo sendo o mesmo é diferente de outro e todos assistimos à mesma realidade, o que para cada um de nós é uma realidade diferente, teremos que concluir que os nossos tempos são diferenciados, sendo todos os tempos do mesmo tempo relativos, tornando a realidade irreal por não existir uma realidade una. 
Sendo a realidade diferenciada no tempo e no espaço torna-se um sonho e cada um de nós vive esse sonho em tempo diferenciados, o que não obsta que nos expressemos sobre eles, vivamos com eles e lutemos por eles, em tempos e realidades diferentes; o que torna o caos uma infinita simbiose trinária, aparentemente ordenada e conexa. Um cubo exponencial de uma única realidade: a Rosa. Que como Hermes Trismegisto é possuidora das três partes da filosofia universal. 
27-125-343-729-1331 ∞



Autor: Raquel Ben Pandira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lar Eterno

Deuses! Deuses!
Como é bela a terra ao anoitecer.
Que misteriosas brumas sobre estes pântanos.
Quem vagueou nas brumas, quem sofreu profundamente antes da morte.
Sabe-o!
Quem voou sobre esta terra sobrecarregada para além das suas forças.
Sabe-o!
Aquele que está cansado.
Sabe-o!
E abandona sem mágoa os vapores da terra.
Os seus montes e rios.
Abandona-se com beleza no coração, nas mãos da vida,
sabendo que só ela pode trazer o seu fim. 
Agarro-me aos cavalos mágicos,
e vou para diante.
Para além dos muros de pedra que cercam o horizonte.
Esconde-se um lugar sagrado,
Onde serei feliz.


Sabes?! 
Vou-te dizer agora.
A noite terá seu fim, e o seu recomeço… 
E todas as lágrimas continuarão ser doces.
Quero que saibas o meu nome. 
Para que me chames de volta se me for embora. 
Porque sei que tens cordas no peito,
como harpas, onde a escuridão um dia tocou 

Escuta! 
Escuta agora o silêncio sem temor. 
Aí! Com a tua alma descalça sobre areia… 
Escuta e goza esta quietude morna da ainda vida. 
Olha em frente
Para além dos muros de pedra. 

Eis o meu Lar Eterno!
Que me deram como recompensa dos dias.
A terra de fogo, a vinha que trepa em direcção ao ceú. 
Eis o teu Lar! 
Adormecerás com um sorriso nos lábios. 
O sono dar-te-á força, e falarás palavras de sabedoria. 
As cordas no teu peito voltarão a tocar. 

Mas já não será a escuridão a deslizar na tua alma.
Será a Luz de todos os segredos. 

Autor: Asherah

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Serpente Vermelha

A SERPENTE VERMELHA - Ofiuco ou o Portador da Serpente (entre Escorpião e Sagitário)  

Ela, vermelha, a serpente, viera a mim com o seu Portador, queria novas do caminho.
Uma das minhas falas disse:
- O caminho é curvo, próprio para serpentes.
Outra das minhas falas disse:
- Depois há o círculo…
E uma terceira fala disse:
- Nunca passarás do ponto de partida.
O ofiuco saiu pensativo.
Serpentes são a minha especialidade.
Ísis que o diga:
- Onde existe vida está a serpente.
Madalena que o diga:
- Onde existe vida está a serpente.
A Virgem Negra que o diga:
- Onde existe vida está a serpente.
A Mulher Escarlate que o diga: 
- A serpente sou eu. 

Conheci Janus em Malkutt, 
Senhor de todas as chaves, 
Guardião de todos os caminhos; 
Conheço a Árvore da Vida, 
Todos os seus frutos, 
Conheço as cinquenta e duas portas e trinta e duas chaves, 
Eu saio e entro e o que está por detrás delas não me é desconhecido. 
Conheço todas as letras e todos os números 
E tanto estou em Nadir como em Zénite. 
Sou o Céu, sou a Terra, sou o Oito, 
Sou Filha do Senhor, reflexo da sua obra. 

Em noites de secretos desejos deslizo pelo teu corpo, 
Como um enigma por decifrar, 
Enrosco-me, sufoco-te, engulo-te, 
Durmo no fundo do teu cerne 
Como se fosse o meu mundo subterrâneo. 
Sou o macho, sou a fêmea, sou o útero e o falo, 
Sou a origem das noites, desapareço e renasço. 
Dispo-me e renovo-me, 
Dou a vida à vida, 
Sou a Kundalini enroscada 
E ascendo a todos os chacras. 
Sou o eixo do mundo, 
Guardiã do Nadir, subo a Zénite e passo por ele 
Por caminhos imprevisíveis. 
Sou o Sol e a Lua dos teus dias e das tuas noites, 
Sou o infinito imaginário onde tudo se cria, 
Guardiã dos saberes, das ciências e das artes, 
Sou o fogo e o frio que arrepia a tua espinha, 
Sou amor em toda a sua divindade. 
Abarco a criação num círculo contínuo quando mordo a minha cauda, 
Sou a roda do Universo, 
Sou a serpente emplumada, o orvalho das manhãs, a água que te beija. 
Senhora de todos os venenos, a morte dos desejos; 
Dispo-me com facilidade, 
Aqueles que amo morrem em mim, renascem em mim. 
Vivo no ventre de Gaia, 
Onde se processa toda a alquimia, 
O Sol nasce da minha boca para aquecer o meu corpo 
E a Lua é o meu reflexo no ventre da Terra. 
Sou amante de Lúcifer, 
Filha do Senhor 
E só Ele conhece todos os meus desígnios.


Autor: Raquel Ben Pandira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Estrela D'Alva a brilhar


Estrela D'Alva, Técnica Mista s/ Tela 40x40

por Carmen- Lara
INTERPRETAÇÃO DA AUTORA


No centro da criação do Universo - os 5 elementos, a matéria, o espírito, a alma, a força e a vida - emerge o Homem com os 5 sentidos, iluminado pelo conhecimento, irradia a Luz, com zelo e fervor.

De braços abertos e pernas afastadas, regenerado e pronto para partir na estrada luminosa, a Luz que ilumina os livres-pensadores, a eterna vigilância e a protecção objectiva do G.A.D.U..
O impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal factor de progresso.

Sempre pautado pela Temperança, Doçura, Lealdade e Sabedoria na senda da Perfeição, construindo assim uma Obra de Luz, tal, como é a Maçonaria.


Esta Obra foi elaborada por ocasião da comemoração o 103.º Aniversário da Loja Estrela D'Alva pela artista Carmen-Lara e oferecida com enorme carinho e sentida sensibilidade simbólica, sendo recebida de igual modo. Vai estar presente nos trabalhos da Loja Estrela D'Alva para iluminar o caminho iniciado à mais de 100 anos.

Autor: Júlio Verne

sábado, 12 de novembro de 2011

A Mulher de Cigarro na Mão













O pensamento está petrificado,
Apenas um cigarro na mão
Um último desejo, de uma condenada,
Em que a morte circula nos vasos sanguíneos.
Esqueceu a solidão, a mágoa encoberta,
Esqueceu o riso e as lágrimas,
Esqueceu o sol e a lua,
Esqueceu os cafezais e as montanhas,
Esqueceu a infância, a família, os vizinhos,
Esqueceu os guerrilheiros com quem partilhou o sonho e o pão,
Esqueceu os filhos assassinados,
Esqueceu o marido assassinado,
Esqueceu que esqueceu.

Apenas um cigarro como um último tesouro,
Num dia longo sem esperança de noite.


Autor: Jónatas


Massacre de Santa Cruz foi há 20 anos - a Justiça continua por fazer!

A 12 de novembro de 1991 mais de 2.000 pessoas reuniram-se numa marcha até ao cemitério de Santa Cruz, em Díli, para prestarem homenagem ao jovem Sebastião Gomes, morto em Outubro desse ano por elementos ligados às forças indonésias.
No cemitério, militares indonésias abriram fogo sobre a multidão.
Segundo números do Comité 12 de Novembro, 2.261 pessoas participaram na manifestação, 74 foram identificadas como tendo morrido no local e 127 morreram nos dias seguintes no hospital militar ou em resultado da perseguição das forças ocupantes.
201 pessoas foram massacradas.
A maior parte dos corpos continua em parte incerta!

terça-feira, 22 de março de 2011

Vencit Omnia Veritas

Veritas
Ah, isto de ter Irmãos,
Uma família Universal,
Que por sinais que nos são familiares,
Por palavras que nos tocam
E nos chamam como fogo
Em noites de Inverno,
E toques como os da amizade
Que nos une e nos dá a Força
E a Vontade de ser maior e melhor,
Na Beleza dos usos e costumes.
Viajantes de sol e de lua,
Sonhos de mundos a que se chega,
Se abraça e se sente
Reconhecido como tal,
Sabedoria que esconde
A Fraternidade Universal;
Em pedra cúbica fechada
Que também pode ser piramidal,
Alçada pelo esquadro e pelo compasso
Nivelada pelo cinzel e pelo maço,
Traçando nela um novo rumo
A que nos leva o fio de prumo.

Ah, isto de ser América, Ásia, Africa, Oceânia
De ser todos os povos num só dia,
E de ser livre como a águia
E enfrentar de frente o sol
E de pousar no cume da montanha,
De a sobrevoar e descer ao vale
Morada do cubo, piramidal;
E abrindo a pirâmide
Vendo nela a cruz do templo,
E abrindo o cubo
Vendo nele a cruz da rosa,
Ouvindo o galopar de cavalos
Ao pulsar dos nossos corações
E na sombra destes, cavaleiros
Ganhando novas dimensões.

Este sentimento universal
Que é ser homem, pedreiro-livre,
Ser Irmão.

Veritas espelhada
No branco e no negro,
Onde demos os nossos primeiros passos.

Autor: Jónatas

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fernando Pessoa, a Rota da Rosa

Beata apagada em templo
De bica e cinzeiro
– um tudo de nada –
Fumo ou nevoeiro à mesa
do Encoberto.

O marinheiro do Martinho da Arcada,
O fingidor da dor,
Da dor que a Pátria sente,
Faz de Portugal Rosa,
Da Rosa Fada.

Portador da chave
Que o torna marinheiro,
Pessoa Navegador, Henrique
Por inteiro
Recria
Em viagens e mitos sem morada certa,
Fados que nos levam a parte incerta;
O choro de Portugal é rota delas,
Em mar de sal navegam caravelas.

O mito – esse ser de novo –
Faz de Portugal outra vez Povo.

Autor: Jónatas

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A Alquimia do Pão

Rasgar a terra como quem rasga a alma,
E no nigredo lançar a semente
De trigo ou de milho,
Cantos de seara, ceifada
Por mãos enrugadas nos tempos;
Branquedo farinha,
Amassada e fermentada,
Pela cruz macerada,
Levedando em pousio,
Como se da terra fosse
O que seu ventre gerou;
Levada à fornalha
No amareledo das chamas,
E levado ao rubredo do fogo,
Renascido das cinzas :
O Pão,
Que é nosso e de cada dia,
Que no regaço de Isabel Rosa seria.

Autor: Jónatas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cento e Uma Estrelas

Cento e Uma estrelas se tornam visíveis.
Sete Cavaleiros as vêem.
Três espadas se erguem.
Sob o dossel, Salomão grava o seu Selo.
Separados nos meridianos,
Unidos em Cadeia,
Norte e Sul caminham para Oriente.
Nas trevas bateu à porta-baixa o Peregrino
«Que quereis para ele meus Irmãos?»
«A Luz!»
Que a Luz seja dada a quem a sabe pedir.
Que as Colunas se levantem em uníssono para o receber.
Do Meio-dia à Meia-noite
Seja o trabalho tão intenso
Que cansados possam os Obreiros
Ir em busca da justa recompensa.
Reine a Paz então. Guarda, franqueai a saída dos Pedreiros!
«A Luz Brilha Mesmo na Obscuridade Mais Profunda»
Sobre todos brilha já na Abóbada Celeste
A Estrela d’Alva

Autor: Hugo Pratt