Mostrar mensagens com a etiqueta Grémio Estrela D'Alva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grémio Estrela D'Alva. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de dezembro de 2013

105.º Aniversário Estrela D'Alva

A R. L. Estrela D'Alva comemorou mais um Aniversário, comemorou 105 anos de trabalho em prol da Liberdade, da Fraternidade, da Justiça Social no âmbito do Grande Oriente Lusitano, da Maçonaria Portuguesa e da Maçonaria Universal.

Em jeito de memória, conforme consta no Dicionário de Maçonaria Portuguesa de A. H. Oliveira Marques, o nome “Estrela D’Alva” foi dado pela primeira vez a uma Loja, em Coimbra no ano de 1871. Esta Loja só funcionou até 1873. Mais tarde, em Coimbra, entre 1908 e 1912, começou a existência da Loja Estrela D’Alva, com o n.º 289, o que indica que é regular, portanto inscrita no Grande Oriente Lusitano. Em 1937, existe documentação que a Loja esteve instalada em Algés. Durante a clandestinidade desenvolveu os seus trabalhos principalmente em Lisboa.  
Mantendo sempre a ligação e sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano, após o 25 Abril de 1974, o Grande Secretário -Geral do Conselho da Ordem, exarou o seguinte despacho: ‘’ em 1911 a loja tinha o n.º 289. Pela circular n.º 9 de 16 de Março de 1935 figura como tendo abatido colunas, em data anterior. Nesta data – Dezembro de 1974 – regulariza-se no Grande Oriente Lusitano Unidos, com 14 obreiros e julgo que deve manter o mesmo n.º da antiga titular ‘’.  
Tem o timbre: "Augusta, Benemérita e Respeitável Loja Capitular, Areopagita e Consistorial Estrela D’Alva n.º 289 sob os Auspícios do Grande Oriente Lusitano ".

No primeiro livro de actas, na primeira acta desse livro, em 11 de Dezembro de 1974, apresentaram-se ao trabalho 16 Obreiros! Estes membros, mesmo estando a Maçonaria ilegalizada desde 1935 pela ditadura do Estado Novo, trabalharam grande parte da sua vida na clandestinidade, sem sede ou instalações, com a proibição de reunião, contornando os informadores da PIDE, lutando pela Liberdade. Alguns, em consequência das dificuldades e proibições, sofreram grandes sacrifícios, sentindo-se na sua própria vida e da sua família.

Nestes longos anos de trabalho regular, muitos e muitos passaram pelas colunas desta Loja, alguns nomes já ouviram na chamada do início, mas outros há que contínua e abnegadamente mantiveram acesa a chama, não deixaram esmorecer os Valores e Princípios da Maçonaria, combateram pelas nobres causas da Liberdade, dos Direitos Humanos e Sociais. Nestes anos em que o testemunho foi passado por gerações e que foram atravessados por múltiplos acontecimentos, como a Implantação da Republica, Estado Novo e a sua Ditadura, a privação da Liberdade e dos Direitos Humanos, a clandestinidade, uma guerra colonial, o alvorecer da Liberdade em Abril de 74, temos que prestar a nossa homenagem aos Maçons que nos antecederam, pela grande competência e extraordinária dedicação aos valores da Maçonaria e por manterem as colunas bem erguidas e irradiar com esplendor e brilho a Justiça, a Verdade, a Honra e o Progresso.

Renovamos os valores e principios da Ordem Maçónica e  como um dos principais  objectivos da Maçonaria é o da procura da Verdade nos seus mais variados aspectos e utiliza como linguagem, fundamentalmente, a linguagem simbólica, apelamos, por isso, para que conjuntamente trabalhemos na construção do Templo para que seja possível atingir a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade Universal.    

Autor: Hugo Grócio 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Oriente Eterno

Cumpre-se o doloroso dever de informar a  passagem ao Oriente Eterno do nosso Querido Ir. Gualdim Paes.

Amanhã, dia 13 de Julho de 2013, a partir das 12,00h o corpo vai estar em camara ardente na Igreja Paroquial de Santa Maria - Praça Paulo VI – Barreiro e o funeral, com honras militares, será realizado a partir das 16,00h.

Com vista à cerimónia fúnebre maçónica, todos os Irmão e Irmãs deverão estar presentes às 15,00h na referida Igreja. 
Contamos com a participação nesta homenagem ao nosso Irmão que parte.

Choremos, Choremos, Choremos!

sábado, 15 de dezembro de 2012

104.º Aniversário da Respeitável Loja Estrela D'Alva

O nome “Estrela d’Alva” foi dada pela primeira vez em Portugal a esta Loja, em Coimbra, no ano de 1871 e manteve a sua actividade até 1873.  
Mais tarde, em 1908 retomou a sua actividade com o n.º 289, o que indicava que era regular e estava inscrita no Grande Oriente Lusitano. Em 1919, ao Vale de Algés, instalou-se em Lisboa trabalhando regularmente e mantendo o Rito Escocês Antigo e Aceite. Em 1937, fez uma incursão pelo Rito Francês. Finalmente, em 1945 adoptou definitivamente o REAA, mantendo a sua actividade ininterrupta até à presente data.  
A sua existência foi quase toda passada na clandestinidade, no entanto, manteve sempre o seu trabalho e as colunas erguidas até ao 25 Abril de 1974. Após, esta data histórica para o povo português, apresenta-se a trabalhos ao Grande Oriente Lusitano e em 11 de Dezembro de 1974, neste Palácio, realiza a primeira sessão em Liberdade com a presença de 16 Obreiros que vinham todos da clandestinidade.  
Tem como divisa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, como desígnio: Pátria e Liberdade e como timbre: ‘’Augusta, Benemérita e Respeitável Loja Capitular, Areopagita e Consistorial Estrela D’Alva n.º 289 sob os Auspícios do Grande Oriente Lusitano”.  
Nestes anos de trabalho existiram múltiplos acontecimentos, como a Implantação da Republica, Estado Novo e a sua Ditadura, a privação da Liberdade e dos Direitos Humanos, a clandestinidade, uma guerra colonial, o alvorecer da Liberdade em Abril de 74, entrelaçando-se com a história do Grande Oriente Lusitano e da Maçonaria Portuguesa.  
Muitos dos seus Obreiros, abnegadamente, com empenho, com sacrifício da sua vida, mesmo correndo vários perigos com a ditadura, entregaram-se à causa da Maçonaria e nunca hipotecando sua cidadania e a defesa intransigente dos Direitos Humanos, vieram a exercer vários e importantes cargos em Loja e nos vários órgãos Grande Oriente Lusitano, salientando aqui os mais recentes:  
- João Carlos Costa, VM e Órgãos do GOL de 1919 a 1931. 
- Raul Weelhouse, VM e Órgãos do GOL de 1931 a 1944. 
- Luis Bettencourt, VM e Órgãos do GOL de 1944 a 1988. 
- José Pascoal Gomes, 55 anos de Iniciado, Vários Órgãos GOL, Social, Obras Palácio. 
- António Reis, Grão Mestre GOL de 2005 a 2011. 

Todavia, este caminho não é fácil de seguir, durante o percurso da Maçonaria em Portugal houve perseguições, condenações à fogueira, morte, ditaduras, castramento da Liberdade, privação dos Direitos Humanos, e muitos Maçons pagaram com a sua própria vida a defesas destes ideais e valores.  
Desde 1727 que há Maçonaria em Portugal e o Grande Oriente Lusitanos existe desde 1802, a título de exemplo, vamos nomear alguns entre muitos:  
1742 - Jonh Coustos – denunciado à Inquisição, ele e vários membros da Loja são presos, torturados e condenados; 
1817 - Gomes Freire de Andrade – e vários Companheiros são presos, torturados, condenados, conduzidos ao cadafalso e fogueira; 
1820 – Com o retorno do absolutismo, os maçons são perseguidos, encarcerados e executados; 
1921 – Machado Santos, António Granjo, Carlos Maia - Um comando monárquico, fazendo-se transportar na “camioneta fantasma” durante a “noite sangrenta” procede a liquidações de proeminentes figuras republicanas. 
1929 – O Palácio Maçónico é assaltado pela Guarda Republicana e Policia – nova e grande perseguição;
1935 – O GOL resiste à lei de proibir “associações secretas” passa à clandestinidade; 
1937 – O Palácio Maçónico e confiscado e entregue à fascista Legião Portuguesa;  
Talvez, agora, compreendam melhor a ameaça que paira na actualidade de algumas vozes que querem que os maçons se declarem como tal, exigência essa só feita aos maçons, esqueçam propositadamente, as restantes organizações, ordens, clubes ou religião. Com esta intenção reiterada, seria ferido o principal direito dos cidadãos: o direito à livre associação e descrição.  

Também, neste caminho não pode ser esquecido o papel, actividade e acção de muitas mulheres que desde sempre lutaram por ideias de igualdade, direitos cívicos, direitos sociais, direito ao trabalho, direito ao salário, essas mulheres maçons, estiveram na primeira linha do combate e ombrearam com os homens maçons na luta por estas conquistas. 
Muitas delas iniciaram o seu caminho sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano, com destaque, entre muitas outras: Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Maria Veleda. 
Sabemos até que Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete foram depositárias da confiança de seus pares revolucionários a quem estes confiaram o segredo da conspiração republicana. Assim, Carolina e Adelaide coseram as primeiras bandeiras republicanas, que haveriam de ser desfraldadas após a vitória da revolução, ondulando as cores verde e rubra que até hoje permanecem como símbolo nacional. 

Quase certo, que as notícias que vos chegam, através dos órgãos de comunicação social são bem diferentes desta prestigiante história. Só vos chegam as notícias ou de possíveis maçons que tiveram um comportamento ao arrepio do que agora tiveram conhecimento ou de “maçons” com atitudes e acções criminosas, mas a história não pode ser apagada ou reescrita. A actividade da Maçonaria em todos os domínios da vida nacional é notável. Devem-se-lhe as grandes vitórias das ideias progressistas: a abolição da pena de morte e da escravatura, a criação de escolas primárias e escolas secundárias técnicas, a generalização da instrução nas colónias, a criação de orfanatos, a luta contra o clericalismo e a separação do Estado da Igreja, o embrião da laicização das escolas, a criação de associações promotoras da instrução e da assistência segundo novos modelos, a campanha a favor da obrigatoriedade do registo civil, promoção e divulgação dos grandes vultos de Portugal, as leis que autorizam o divórcio, a reformulação do código civil e comercial … Deve-se-lhe até a criação do sistema de jurados na justiça.   
Com certeza, que há maus maçons, alguns que escaparam à rigorosa selecção que é praticada, alguns que por interesses alheios e contra os valores e princípios dos bons costumes, sim há, poucos entre muitos, mas em quase 300 anos de Maçonaria moderna esses maus maçons serão escorraçados do Templo e mais cedo ou mais tarde serão afastados e apontados como os maus companheiros.  

Os maçons, procuram a verdade universal, sobrepõem a espiritualidade ao materialismo, defendem a liberdade e os direitos humanos, a intimidade e convicções pessoais, solidários com os desfavorecidos, querem a fraternidade entre os homens, tolerantes, de isenção política e religiosa, em democracia anseiam a paz entre os povos, defendem a natureza e o universo, buscam o aperfeiçoamento individual na construção do seu próprio templo interior.  
Amados e odiados, temidos e cobiçados, os maçons desde sempre foram perseguidos, e desde sempre resistiram às maiores atrocidades cometidas contra si, perpetuando no tempo a sábia espiritualidade, as colunas dos seus Templos e irradiaram a Luz dos seus valores no Mundo. 

Desde 1908, a Respeitável Loja Estrela D’Alva conta com 104 anos de trabalho regular e apesar de várias perseguições o testemunho foi passando por gerações, numa cadeia de elos formada por homens de todas as condições, na senda dos antigos usos e costumes da Ordem maçónica, em busca do aperfeiçoamento moral e intelectual do individuo e da sociedade, na procura de Verdade, Honra e Progresso e na transmissão dos valores de Tolerância, Solidariedade, afirmando-se contra a injustiça, a intolerância social e religiosa, a corrupção, a falta de ética e moral, as desigualdades sociais e enaltecendo o Mérito, o Trabalho e a Paz. 

Autor: Júlio Verne

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Comemoração do 104.º Aniversário da Estrela D'Alva

A Loja Estrela D’Alva comemora mais um aniversário, 104 anos de trabalho consecutivo, sem desfalecimento, mesmo em situações de grande dificuldade e clandestinidade na ditadura do Estado Novo. Desde 1908 a Loja mantém as colunas erguidas, irradiou Luz em prol da Maçonaria desfraldando a bandeira da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
Nos próximos dias de Dezembro, 15.12.2012, sábado e 17.12.2012, segunda-feira, realizaremos as festividades alusivas a tão importante data da nossa memória.

15.Dez. 2012 – Palácio Maçónico – Lisboa
- Sessão Solene de Comemoração do 104.º Aniversário
- Visita ao Palácio Maçónico e Museu Maçónico
- Mostra de Pintura da artista plástica Fernanda Picciochi e Luzia Lage
- Banquete Fraternal 
- Momento Musical e de Poesia

17.Dez.2012 – Biblioteca-Museu República e Resistência – Grandella – Lisboa
- Conferência BOCAGE, Um Maçom no Seu Tempo pelo escritor Jorge Morais 


Fernanda Picciochi 
Frequentou o curso da antiga escola António Arroio onde teve como professor de desenho, o mestre pintor Abel Manta.  
Mais tarde, na Sociedade Nacional de Belas Artes, frequentou os cursos de Pintura, onde teve como professores os pintores Jaime Silva, Paiva Raposo e Gonçalo Ruivo e em Desenho, com o professor e escultor Quitino, assim como um curso de Estética e Teorias de Arte Contemporânea ministrado pelo professor Dr. David Lopes.  
Durante os anos de frequência dos cursos na SNBA, entrou em vária exposições colectivas tanto nesta instituição como nas Galerias Pedra Rubra, Movimento Arte Contemporânea em Lisboa e em Braga na Galeria Mário Sequeira. 
A convite da Galeria da Câmara Municipal de Coimbra realizou uma exposição individual. Frequentou um curso de desenho ministrado pelo Mestre Lagoa Henriques e pelo pintor José Mouga no Instituto de Artes e Ofícios da UAL de Lisboa. Após esta formação continuou a frequentar o atelier do Mestre Lagoa Henriques durante dois anos, onde se dedicou ao desenho a pastel.
Frequentou o curso temático de desenho, composição e teoria da cor sob a orientação do pintor A. Tavares. Na Next Art frequentou o curso de aguarela.


Luzia Lage
Nasce em Outubro de 1962, em Lisboa. 
Completa o Curso de Desenho e Pintura no IADE, ao mesmo tempo que frequenta o Curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. 
1º Prémio de Imprensa Personalidade Feminina Portuguesa do Ano 2009, na Categoria de Artes Plásticas, por votação Nacional, sendo as outras duas nomeadas, a pintora Paula Rego e a pintora Lourdes Castro.Obra de Dimensão Pública: Painel tridimensional em azulejo - "Mães de Água", CREL; Painel - "Nascimento da Cidade", Edifício Imperador; Painel comemorativo para a inauguração da Casa do Artista, Lisboa, em parceria com os pintores: Eduardo Alarcão, José Cândido, Maria Amaral e Fernando Faria. 
Filme realizado por Álvaro Queiroz - "O Artista no seu Atelier" - Registos para o Arquivo Nacional da Imagem em Movimento, Acervo da Cinemateca Portuguesa Escreveram sobre a sua obra: Paulo Morais, Rodrigues Vaz, Manuela Martins, Albertina Estrela Guerreiro, Pedro Câmara, Júlio Quaresma, Lídia Jorge, Ezequiel Marinho, Eugénio Lisboa, Mário Nunes, Fernando Pinto do Amaral, Fernando Carvalho Rodrigues, Edgardo Xavier, Paulo Brandão e Rocha de Sousa. Está representada em várias colecções em Portugal, Alemanha, Reino Unido, França, Suiça e Austrália.


Jorge Morais
Escritor, n. 1955. 
Dedica-se em exclusivo à investigação e à publicação ensaística, nomeadamente no âmbito dos estudos maçónicos e dos estudos ingleses com incidência na História portuguesa dos séculos XIX e XX. Publicou, entre outros, os seguintes trabalhos: Sobre a instauração da República em Portugal:
“O Desembarque” (estudo sobre a partida da Família Real para o exílio, integrado na obra O Embarque – Um Dia na História de Portugal), Editorial O Acontecimento, Lisboa, 1990;
Com Permissão de Sua Majestade (ensaio sobre a participação da Família Real inglesa e da Maçonaria no 5 de Outubro), Edições Via Occidentalis, Lisboa, 2005;
Regicídio – A Contagem Decrescente (investigação sobre a preparação do assassínio do Rei D. Carlos e do Príncipe Real), Edições Zéfiro, Sintra, 2007.
Os Últimos Dias da Monarquia (ensaio sobre o Pacto Liberal de 1908 e o Reinado de D. Manuel II, com prefácio do Prof. Doutor António Reis), Edições Zéfiro, Sintra, 2009
Outros ensaios:
“Um Texto do Passado” (comentário à doutrina de Como se Levanta um Estado, de Oliveira Salazar), Edições Golden Books, Lisboa, 1977
Aventuras Trans-Ideológicas – Alteridade e Transgressão (ensaio sobre a deriva política de Ezra Pound), Edições Fi, Lisboa, 1997
Bocage Maçon (estudo bibliográfico sobre o Iluminismo Maçónico em M. M. Barbosa du Bocage, com prefácio de António Valdemar), Edições Via Occidentalis, Lisboa, 2007 (Prémio Bocage de Ensaio, 2006)
“Memória do Absurdo” (estudo sobre os últimos dias do Estado Português da Índia, em prefácio à obra Enquanto se Esperam as Naus do Reino, de João Aranha), Esfera do Caos Editores, Lisboa, 2008
Rua do Ácido Sulfúrico / Patrões e Operários: Um Olhar Sobre a CUF do Barreiro (ensaio sobre as políticas sociais da Companhia União Fabril entre 1907 e 1974), Editorial Bizâncio, Lisboa, 2008
As Obras de Misericórdia (estudo sobre as origens, a doutrina e a simbologia das 14 obras das Casas de Misericórdia portuguesas), Texto Principal, Lisboa, 2011.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Estrela D'Alva a brilhar


Estrela D'Alva, Técnica Mista s/ Tela 40x40

por Carmen- Lara
INTERPRETAÇÃO DA AUTORA


No centro da criação do Universo - os 5 elementos, a matéria, o espírito, a alma, a força e a vida - emerge o Homem com os 5 sentidos, iluminado pelo conhecimento, irradia a Luz, com zelo e fervor.

De braços abertos e pernas afastadas, regenerado e pronto para partir na estrada luminosa, a Luz que ilumina os livres-pensadores, a eterna vigilância e a protecção objectiva do G.A.D.U..
O impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal factor de progresso.

Sempre pautado pela Temperança, Doçura, Lealdade e Sabedoria na senda da Perfeição, construindo assim uma Obra de Luz, tal, como é a Maçonaria.


Esta Obra foi elaborada por ocasião da comemoração o 103.º Aniversário da Loja Estrela D'Alva pela artista Carmen-Lara e oferecida com enorme carinho e sentida sensibilidade simbólica, sendo recebida de igual modo. Vai estar presente nos trabalhos da Loja Estrela D'Alva para iluminar o caminho iniciado à mais de 100 anos.

Autor: Júlio Verne

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estrela D'Alva - 103.º Aniversário

“A região do Vale do Alva tem na sua história uma disputa entre três rios, o Mondego, o Alva e o Zêzere, todos nascidos na Serra da Estrela. Estes três rios envolveram-se um dia numa grande discussão sobre quem seria o mais valente e acertaram numa corrida que esclareceria a questão: quem chegasse primeiro ao mar seria o vencedor. 

O Mondego levantou-se cedo e começou a deslizar silenciosamente para não atrair as atenções. Passou pela Guarda e pelas regiões de Celorico, Gouveia, Manteigas, Canas de Senhorim, pela Raiva, onde se fortaleceu junto dos ribeiros seus primos, chegando por fim a Coimbra. O Zêzere, que estava atento, saiu ao mesmo tempo que o seu irmão. Oculto, por entre os penhascos, foi direito a Manteigas, passou a Guarda e o Fundão, mas logo depois se desnorteou e, cansado, veio a perder-se nas águas do Tejo. O Alva passou a noite a contar as estrelas, perdido em divagações de sonhador e poeta. Quando acordou, era já muito tarde mas ainda a tempo de avistar os seus irmãos ao longe. Tempestuoso, rompeu montes e rochedos, atravessou penhascos e vales, mas quando pensava que tinha vencido deparou com o Mondego, no momento que este já adiantado chegava ao mar. O Alva ainda tentou expulsar o seu irmão do leito, debatendo-se com fúria e espumando de raiva, mas o Mondego engoliu-o com o seu ar altivo e irónico.” 

Esta lenda de Portugal encerra em si um tríptico simbolismo relacionado com a origem e fundação da Estrela D’Alva. 

Em primeiro lugar, a Loja nasceu em 1871 na cidade de Coimbra formada por um conjunto de maçons que viviam, tinham valores e princípios morais éticos, sonhavam com uma sociedade mais justa e fraterna, e segundo dados históricos com relevância na região do Vale do Alva com as suas funções profissionais, universitárias e de família, mantendo a sua actividade nesta cidade até 1912. 

Em segundo lugar, a região do Vale do Alva embora seja uma região serrana com as adversidades da natureza e de formação territorial, nunca impediu que as gentes que viviam, e vivem na região se deixassem abater por essas contrariedades, foram gentes que lutaram pelo progresso, pela evolução e com valores determinados em prol dos mais desfavorecidos, da justiça, da igualdade e com vasta intervenção social e de cidadania. 

Em terceiro lugar, existe a ligação ao nome Alva como uma homenagem às gentes da região, existe mesmo uma localidade na região como o nome: Estrela de Alva; por outro lado, serviu para a ligação do mundo terreno ao celeste, através da estrela mais próxima do planeta Terra, que se tem chamado popularmente de Estrela Vespertina, Estrela Matutina, Estrela do Pastor ou Estrela d'Alva. 

Mas, outros significados mais simbólicos têm este nome e esta lenda. Na lenda estão plasmados valores, princípios, símbolos que são interiorizados pelos Maçons, senão vejamos: a determinação de lutar, progredir, vencer, a honra, o caminho a percorrer. Tem o simbolismo dos elementos da natureza, da terra, água, ar, numa viagem feita com o objectivo de conhecer outras realidades, o chegar ao mar imenso e por conhecer, por que não, outros mundos, foi do mar que partiram os Descobrimentos.
Tem o conhecimento, a procura da geometria do espaço e a ligação à astronomia, a divagação com a ligação à filosofia, a poesia para as artes, o sonho na demanda do mundo melhor, pois como diz o poeta: o sonho comanda a vida.
Por fim, e não menos importante, a disputa por chegar mais longe, o desbravar o caminho, é feita por 3 irmãos que em igualdade, partem na demanda do conhecimento e de outros mundos.

Pelo saber de hoje, o nome “Estrela D’Alva” dado a uma Loja em Portugal remonta a ano de 1871, perfazendo 140 anos de existência. Por perda de elementos para garantir a transmissão iniciática, a actual Loja Estrela D’Alva é herdeira de 103 anos de trabalho, irradiação da Luz, mantendo-se activa e regular desde 1908 sem qualquer interrupção ou abatimento, mesmo nas dificuldades e agruras da clandestinidade. 

Nestes mais de 100 anos de trabalho em que o testemunho foi passando por gerações e que foram atravessados por múltiplos acontecimentos, como a Implantação da Republica, Estado Novo e a sua Ditadura, a privação da Liberdade e dos Direitos Humanos, a clandestinidade, uma guerra colonial, o alvorecer da Liberdade em Abril de 74, temos que prestar a nossa homenagem aos Maçons que nos antecederam, pela grande competência e extraordinária dedicação aos valores da Maçonaria e por manterem as colunas bem erguidas e irradiar com esplendor e brilho a Liberdade, a Justiça, a Verdade, a Honra e o Progresso.
Renovamos os agradecimentos pela Honra que nos deram com a vossa presença nas nossas comemorações e como o objectivo da Maçonaria é o da procura da Verdade nos seus mais variados aspectos e utiliza como linguagem, fundamentalmente, a linguagem simbólica, apelamos-vos, por isso, para que conjuntamente trabalhemos na construção do Templo para que seja possível atingir a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade Universal. 

Saúde e Fraternidade! 

Autor: Júlio Verne

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Escolhos no caminho

Caros Amigos, Amigas, Leitores, 
Quando iniciamos o caminho, seja ele qual for, sabemos sempre que tem escolhos, dificuldades, tropeções, no caso da Ordem Maçónica, também assim é. Procuramos caminhar para a Luz dirigidos pela sabedoria, alicerçados na força e adornados pela beleza, no entanto, muitas vezes essa procura é devastada por actos de ignorância, de mesquinhez, até de afronta pessoal o que origina alguma desmotivação para continuar o caminho encetado, algum desânimo e fadiga. Foi o que aconteceu a este blogue, razão pela qual esteve algum tempo na mesma coordenada do caminho, ficando parado porque não tinha forças para continuar.
Passado o tempo de imobilidade, observação e reflexão, retoma o caminho com energia revificadora, com força, com vigor e com a certeza de ir ao encontro de todos aqueles que gostam e querem este blogue, com a forte vontade e querer de contribuir com produção de pensamento para ilustrar o caminho na procura da palavra perdida.
Queremos e desejamos fazer deste blogue um sítio onde se sintam bem e que anseiem ler, que nunca se sintam enfadados, sem valor acrescentado, por isso, este blogue volta estar activo com a alegria de retomar o contacto com cada um em particular e com todos no geral.
O tempo urge, o caminho é longo, mas com determinação vamos conseguir chegar a bom porto.

Autor: Júlio Verne

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

101.º Aniversário Grémio Estrela D'Alva


Comemoramos o 101.º Aniversário do Grémio Estrela D’Alva, comemoramos 101 anos ao serviço da Maçonaria e da Liberdade nos princípios e antigos mistérios da Ordem Maçónica, bem como na construção do nosso templo interior e da nossa memória colectiva e histórica, numa Casa de Trabalho e Amor Fraternal. Em mais um aniversário, permitam que não sejamos fastidiosos a reler a nossa memória desde 1871 de Coimbra até a actualidade, permitam, antes que reflictamos sobre os Símbolos e os Ideias Maçónicos.


Para os maçons há alguns valores absolutamente fundamentais e que são de todos bem conhecidos: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. No entanto, relacionados em maior ou menor grau com estes, há outros valores que se revestem também de grande importância. Ideais tão belos como, os Direitos Humanos, a Paz, a Justiça e a Tolerância, Tolerância em relação às doutrinas religiosas e políticas, pois a Maçonaria está acima e fora das rivalidades que as dividem. Para os que abraçam os ideais maçónicos, estes conceitos correspondem a valores que o são por si mesmos, ou seja, que não resultam de qualquer dogma, princípio religioso ou corrente filosófica. É de facto notável, mas a Maçonaria permite adquirir valores espirituais sem requerer uma adesão a qualquer crença. A Maçonaria, uma vez que aceita no seu seio pessoas das mais diversas crenças, incluindo as «não crenças», não poderá ser considerada uma religião, pelo que para ela os grandes ideais da humanidade são valores por direito próprio e a sua realização algo absolutamente necessário à felicidade das pessoas. Os maçons não defendem esses valores para colher quaisquer benefícios terrenos ou celestiais, mas porque os consideram como inerentes à condição humana. Não há dúvida, de que quando alguém toma consciência de que todas as pessoas têm os mesmos direitos, independentemente da raça, do sexo, da crença ou dos bens materiais de cada um, a prática dessas virtudes torna-se algo tão natural como respirar.
A ideia mestra em que assenta a Maçonaria é de facto extraordinária. Na sua raiz está a união das pessoas livres e de bons costumes. No seu método de trabalho há diversos rituais e um grande número de simbolismos e alegorias. O resultado final é a indicação da direcção dos grandes valores da humanidade e a sua busca permanente e incessante.

A franco-maçonaria é uma associação que guarda bem vivas certas formas tradicionais dos ensinamentos secretos iniciáticos. Dentro da maçonaria, há uma só forma de interpretação, a simbólica. Por isso não é religião nem se confunde com a filosofia. Esta forma de diálogo foi herdada de distintas escolas, e é a forma mais simples de fixar uma ideia que se esconde num simples desenho, a forma mais simples de apresentar um símbolo. Mas o símbolo pode ser apresentado por uma escultura em qualquer material e os próprios instrumentos de trabalho dos maçons operativos eram usados como símbolos da actividade maçónica e dos valores maçónicos. A maçonaria especulativa herdou esses símbolos que continuam bem vivos até nas insígnias usadas no exercício dos rituais maçónicos. Igualmente as lendas podem fornecer símbolos maçónicos. E a mais comum, que é a Lenda de Hiram, só foi acrescentada á simbólica maçónica entre 1730 a 1740. Também a mitologia fornece os símbolos mais antigos, designadamente os deuses egípcios e alguns deuses da mitologia grega e romana. A própria Iniciação, tida claramente como o momento mais importante da vida maçónica, é, através da forma ritual específica, a forma simbólica de o homem iniciar uma nova vida de iniciação espiritual. O maçom nasce com a iniciação, que é simbolicamente o momento em que o recipiendário inicia uma modificação do seu regime existencial, abraçando o projecto fundamental da Maçonaria e da sua essência profunda, a sua ética.

Os símbolos podem cumprir seus objectivos para diversos fins. Ninguém desconhece, também, que a bandeira do nosso país é o símbolo do país Portugal, como comunidade independente, e do regime republicano sob que vive. A Maçonaria, por seu lado, tem os seus símbolos próprios através do significado que os diversos símbolos podem contribuir para o conhecimento da espiritualidade maçónica, da sua ética, da sua fraternidade.
A interpretação de um compasso, um esquadro, fala-nos da rectidão ou da universalidade que deve observar todo o maçom. Mas isso é só um exemplo, se se quer básico, de todos os símbolos existentes para os membros desta Ordem, pois há muitos símbolos maçónicos que foram esquecidos no tempo, inclusive para os próprios maçons actuais, são pouco conhecidos, quer porque foram representações de um certo período já passado, ou porque já não são tão necessários, por falarem de ideias que se fixaram no tempo ou se terem considerado como socialmente já realizadas.
O que revela que a Maçonaria não é uma teoria estratificada no tempo, mas antes uma forma de ser e de estar que evolui consoante mudam os conhecimentos da perseverança maçónica em prol da paz, da justiça e do entendimento entre todos os povos, independentemente da sua origem, crença, convicção, sexo ou cor da pele. Os maçons sempre deixaram vestígios ou sinais escondidos nas suas obras de arte, os quais só poderiam ser compreendidos por seus próprios pares, essa forma de dialogar no tempo constitui quase uma língua própria dos antigos maçons, todos os símbolos das suas ferramentas, dos seus valores éticos, seus ideais, eram plasmados ou modelados nas suas pinturas ou esculturas e preenchiam os seus escritos.

Autor: Júlio Verne

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Centenário do Grémio Estrela D’Alva

No passado dia 13 de Dezembro de 2008 comemorou-se o Centenário do Grémio Estrela
D’Alva, culminando uma série de iniciativas que visaram marcar o ano, ora corrente, com aquela efeméride.
As celebrações iniciaram-se naquele dia, às 15:00h, com a inauguração do Gabinete de Cuidados de Saúde e Bem-Estar nas instalações do palácio do Grémio Lusitano, a que foi decidido atribuir o nome José Pascoal Gomes, procurando com isto, relembrar aquele membro e a forma indelével de todos os que nele encontraram o reflexo de conduta sob os ideais com que sempre pautou a sua vida. Assim, as mãos do Presidente do Grémio Lusitano, da nossa muito estimada Teresa Pascoal Gomes viúva do nosso amado homemageado e do Presidente do Grémio Estrela D’Alva, o avental de aprendiz deixou a descoberto a placa onde se registou o momento e o nome atribuído àquele novo órgão de serviço social destinado a todos que nele queiram ajudar os demais e aos que nele procurem ajuda. Ali, passou a estar disponível também, equipamento destinado a primeiros socorros, oferta dos membros do Grémio Estrela D’Alva, que para o efeito reuniram esforços.
Às 16:00h, num Templo do Palácio, deu-se início a sessão, sob o tema “Conhecer a Loja e a Maçonaria”, na qual, entre os vários momentos alusivos ao momento, o silêncio e os corações dos presentes uniram-se na emoção, durante a chamada pelos membros ausentes por terem falecido, mas que nem por isso, deixam de ser uma recordação constante de quem lhes prosseguiu a obra. Entre as intervenções que tiveram lugar, recebeu a do Prof. Dr. João Alves Dias subordinada ao tema da sessão, particular interesse por parte dos presentes e convidados, que alí puderam ouvir resposta a questões que habitualmente se colocam sobra a Maçonaria, avivadas sobretudo pela acção discreta que caracteriza os Maçons. Após a distribuição de placa comemorativa aos Dignitários presentes, em particular aos de outros Grémios e Instituições que ali se fizeram representar e a oferta de flores a todos os presentes, a sessão foi encerrada pelo Prof. Dr. António Reis.
Às 18:00h realizou-se a visita guiada ao Museu Maçónico, conduzida à voz do seu director, o Prof. Dr. António Lopes.
Pelas 21:00h, teve início o banquete fraternal, onde os membros e demais convidados tiveram a oportunidade de confraternizar, numa celebração abrilhantada pelo momento musical, ao som de trechos tocados à guitarra portuguesa, acompanhada à viola.
Foi decerto uma celebração, de que estão de parabéns, todos os maçons, por nela constatarem o quão perene é a obra maçónica por anos e séculos.

Autor: Grémio Estrela D'Alva

domingo, 30 de novembro de 2008

Exposição Grémio Estrela D'Alva

No ciclo de Comemorações do Centenário do Grémio Estrela D’Alva, inaugurou-se no passado dia 13 de Novembro de 2008 nos paços perdidos do palácio do Grémio Lusitano uma exposição alusiva àquela efeméride, podendo-se observar parte do espólio desta Instituição distribuído ao longo de três expositores em conjunto com alguns textos reflectindo a visão da Maçonaria elaborados por pessoas não afectas à Ordem.
Ainda no âmbito das Comemorações, no dia 27 de Novembro de 2008 passaram também a estar expostas várias obras da artista Sílvia Soares, alusivas ao tema “Essência Maçónica”.

Estas exposições estão patentes e podem ser visitadas até ao próximo dia 31 de Dezembro de 2008.

Autor: Grémio Estrela D’Alva

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Ciência, a Ética e a Moral

No ciclo de Comemoração do Centenário do Grémio Estrela D’Alva, realizou-se no passado dia 27 de Novembro de 2008 na sala Magalhães Lima do palácio do Grémio Lusitano uma palestra subordinada ao tema “A Ciência, a Ética e a Moral”, na qual interveio o Prof. Dr. Nuno Crato.
Nuno Crato é Professor Associado com Agregação de Matemática e Estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa. É próreitor para a Cultura Científica da Universidade Técnica de Lisboa.
Licenciou-se em Economia no ISEG. Doutorou-se em Matemática Aplicada nos Estados Unidos e trabalhou depois nesse país muitos anos, como investigador e professor universitário. O seu trabalho de investigação incide sobre processos estocásticos e séries temporais com
aplicações várias, nomeadamente computacionais, climatéricas e financeiras. É presidente e coordenador científico do Centro FCT Cemapre e membro de várias sociedades científicas internacionais, nomeadamente da American Statistical Association e do International Institute of Forecasters.
Foi Presidente do International Symposium on Forecasting em 2000. Tem trabalhos de investigação publicados em diversas revistas internacionais da especialidade, nomeadamente Statistical Papers, Communications in Statistics, Journal of Econometrics, Economic Letters, International Journal of Forecasting e Journal of Forecasting.
É presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e membro dos corpos gerentes do Fórum Internacional de Investigadores Portugueses (FIIP).
Em paralelo com o seu trabalho académico, está empenhado na divulgação científica. Colabora regularmente na imprensa e tem colaborado com vários programas de televisão e de rádio.
É autor de Zodíaco: Constelações e Mitos (Gradiva, 2001) e Passeio Aleatório (Gradiva, 2007); é co-autor de Eclipses (Gradiva, 1999), deTrânsitos de Vénus (Gradiva, 2004), de A Espiral Dourada (Gradiva, 2006), de Relógios de Sol (CTT, 2007), Passeio Aleatório (Gradiva, 2007), Matemática das Coisas (SPM/Gradiva, 2008) e de outras obras de divulgação.
A Sociedade Europeia de Matemática atribuiu-lhe em 2003 o Primeiro Prémio do concurso Public Awareness of Mathematics pelo seu trabalho de divulgação. A Comissão Europeia galardoou-o em 2008 com um European Science Award, ficando em segundo lugar na categoria de Science Communicator of the Year.
Em 10 de Junho de 2008 foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Depois da apresentação da palestra existiu um vivo e participativo debate sobre o tema com grande relevância pelo interesse demonstrado pelos presentes e a sessão foi encerrada por um alto Dignitário do Grémio Lusitano.

Autor: Grémio Estrela D'Alva