terça-feira, 12 de dezembro de 2006

As quatro estações

As estações do ano:
A Terra possui vários movimentos, dos quais merecem destaque dois por serem os mais evidentes. Assim, temos o movimento de rotação que a leva a dar uma volta sobre si mesma em 24 horas e um movimento em volta do Sol em que demora 365,25 dias a fazer o percurso completo.
Como se sabe o movimento de rotação leva à sucessão dos dias e das noites e realiza-se em torno de um eixo, o eixo de rotação. Aos pontos onde esse eixo de rotação toca na superfície terrestre damos o nome de pólos.
Se imaginarmos esse eixo prolongado no espaço para norte e para sul, vamos ter aos pólos da esfera celeste. Junto ao pólo norte celeste está a famosa Estrela Polar. Aliás, a estrela tem esse nome por estar perto do pólo. No hemisfério sul, não há nenhuma estrela brilhante junto ao respectivo pólo, por isso não há uma «estrela polar do sul».
Ao longo de todo o ano vemos a Estrela Polar quase na vertical do nosso pólo norte, ou seja, não há uma modificação significativa da direcção do eixo de rotação da Terra em relação ao céu num período de um ano. (Para períodos bastante maiores há uma mudança chamada precessão, mas essa não importa para esta explicação.)
Mas é em relação ao Sol que as coisas “aquecem” mais.
Para começar, ao girar em torno da nossa estrela, a Terra “desenha” um plano. Ora acontece que o eixo de rotação tem em relação a esse plano da órbita da Terra uma inclinação de cerca de 23,5º. (Ver figura anexa)
É essa inclinação a causa das estações do ano. Assim, nas datas dos equinócios o Sol aparece na vertical do equador ao meio-dia e por toda a Terra nasce rigorosamente a este, tendo o seu ocaso a oeste.
Uma vez passado o dia do equinócio, o Sol vai ser visto cada vez mais afastado, seja para norte, seja para sul do equador. Entre 21 de Março e 21 de Junho aparece cada vez mais a norte. Cerca deste último dia, atinge o solstício de Verão do hemisfério norte, pelo que ao meio-dia está na vertical do trópico de Câncer e ilumina generosamente o hemisfério norte. Nesta época do ano, os dias são maiores do que as noites (na região do pólo norte é sempre dia). Estando mais horas acima do horizonte e mais alto no céu, causa uma subida acentuada da temperatura. Em compensação, nessa época no hemisfério austral os dias são curtos, e no pólo sul é sempre noite.
Depois do solstício de Junho, o Sol vai aparecer cada vez mais para sul, até que cerca de 21 de Setembro fica na vertical do equador, tal como seis meses antes.
A partir dessa altura, os dias no hemisfério sul são cada vez maiores do que as noites (e ao contrário no hemisfério norte). Nessa fase o Sol é visto cada vez mais a sul. Assim, cerca de 21 de Dezembro o Sol é visto na vertical na latitude do trópico de Capricórnio ao meio-dia.
O ciclo prossegue com o Sol a surgir cada vez mais para norte até que, chegados ao equinócio de Março, temos de novo o Sol sobre o equador e os dias a terem a mesma duração que as noites em toda a Terra. Bem… há uma excepção: nas datas dos equinócios, nas regiões polares o Sol anda “sobre” o horizonte durante as 24 horas do dia.

Curiosidades: Se o eixo de rotação da Terra fosse perpendicular ao plano da órbita, todos os dias do ano seriam dias de equinócio, ou seja, não haveria estações do ano.
Pelo contrário se aquele eixo fosse paralelo ao plano orbital (a Terra giraria deitada na sua órbita como acontece com o planeta Úrano) teríamos estações do ano muito acentuadas e, de seis em seis meses, o Sol ficaria na vertical de cada um dos pólos.

Relação entre a distância ao Sol e as estações do ano: O momento em que a Terra se aproxima mais do Sol é cerca do dia 4 de Janeiro, ou seja, em pleno Inverno no hemisfério norte.
A variação da distância, embora em termos de quilómetros seja significativa, em termos de percentagem é pouco importante (apenas 1,7%), pelo que o seu impacto no clima é discreto. Mais concretamente a variação da distância da Terra ao Sol é da ordem dos 2,5 milhões de quilómetros, mas a distância média é de cerca de 150 milhões de quilómetros.
Ainda assim, essa diferença de distância explica o Inverno menos frio (e o Verão menos quente) no hemisfério norte do que no sul. Mas onde o impacto é mais notório é na duração das estações do ano. Enquanto que o Verão do hemisfério norte conta com 92 dias o do hemisfério sul não ultrapassa os 90. A razão é simples: quando a Terra está mais próxima do Sol, no periélio, a sua velocidade orbital é maior.

Autor: Carl Sagan (gentil colaboração de Irmão de outra obediência maçónica)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Os porquês de uma escolha

Fazer parte de uma organização como a Maçonaria implica alguns compromissos assumidos livremente pelos maçons. Um dos primeiros é não revelar a identidade dos seus Irmãos.
Poderá haver quem pense que isso seja um sinal de que na Maçonaria se levem a cabo actos sinistros ou ilegais. Pelo contrário, a Maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento dos seus membros para melhor servirem a sociedade em que estão inseridos e de uma forma geral toda a humanidade. Os valores pelos quais os maçons se batem são os mais belos que o homem alguma vez criou. Queremos um mundo onde reinem a Paz e a Justiça para todos, onde a Tolerância e a Liberdade sejam coisas banais e onde a Fraternidade e a Igualdade façam parte integrante do quotidiano. Ansiamos por um mundo onde não haja ninguém a morrer de fome, onde a tortura seja coisa do passado e a cultura esteja ao alcance de todas as pessoas.
Se tivéssemos algo de sinistro a esconder, os mais altos responsáveis por cada uma das Obediências não iriam dar entrevistas aos órgãos de informação.
O que se passa é que a Maçonaria não pretende ser iluminada pelos holofotes nem ser capa de revistas. Os maçons procuram trabalhar em sossego no aperfeiçoamento de si mesmos e ajudar, sem alaridos, à construção de um mundo melhor. Não é fácil estudar, meditar e trocar ideias no meio da confusão.
Há ainda outro aspecto que deve ser sublinhado. Ao longo da sua história, a Maçonaria deve ser das organizações mais caluniadas e perseguidas por todos os inimigos da liberdade de pensamento. Em Portugal essas perseguições foram não só frequentes como de grande violência. Por esse motivo, em muita gente há ainda um forte preconceito antimaçónico, ou no mínimo alguma desconfiança em relação aos maçons. Embora tal não tenha o menor fundamento, temos de ser compreensivos.
Nestas condições, o uso de um nome simbólico na assinatura de textos parece-me não só conveniente como perfeitamente lógico.

Quando se me colocou a questão da escolha de um nome simbólico, senti-me dividido. Poderia optar por um nome sem qualquer significado especial, do género "Zé das Botas". Mas achei que poderia aproveitar para homenagear alguém que me tivesse influenciado pessoalmente ou cuja personalidade tenha sido marcante para a sociedade humana. Pensei em vários nomes, todos dignos dessa homenagem. Por fim escolhi o de alguém que muito me inspirou em vários aspectos da minha vida: "Carl Sagan".
Não faço a menor ideia se Sagan pertenceu à Maçonaria, mas por tudo quanto ouvi dito por ele e pelo que está escrito nas suas numerosas obras, tenho a certeza de que os seus ideais humanistas em tudo se identificam com os da nossa Augusta Ordem.
Sempre gostei de ver o céu, apreciar o brilho das estrelas, observar a estranha dança dos planetas ao longo do ano. Mas só depois de ver o «Cosmos» na televisão me apercebi de como o Universo é imenso em beleza e em extensão, de como o seu estudo é fascinante e acessível a qualquer pessoa e como o infimamente pequeno está tão ligado ao infimamente grande.
Mas Sagan fez mais do que isso nas suas muitas obras. Tanto nos livros como na série televisiva, não se limitou a levar-nos consigo de visita a galáxias distantes e a planetas desconhecidos a bordo da sua “nave da imaginação”. Sagan fê-lo sempre de forma a integrar os diversos ramos do conhecimento, da astrofísica à neurologia, da história à botânica, da geologia à bioquímica, da arqueologia à psicologia. Ou seja, demonstrou claramente que os muitos ramos da ciência devem comunicar entre si.
Numa época em que a todo o momento se poderia desencadear o inferno nuclear, bateu-se contra os «falcões», fazendo ver a quem tivesse um mínimo de inteligência que numa guerra nuclear só há vencidos. Em plena Guerra-Fria, apesar de todos os obstáculos levantados por ambos os lados da «cortina de ferro», associou-se a cientistas soviéticos e publicou obras conjuntas.
Nunca o vi assumir posições facciosas em termos de ideologia ou de religião. Pelo contrário, é fácil encontrar nas suas obras um constante apelo à tolerância a ao bom senso. No seu livro «Um Mundo Infestado de Demónios» mostra bem o quanto o fanatismo e a ignorância grassam no mundo e como estamos longe de os conseguir erradicar. Era bom que todas as pessoas lessem esse livro notável.
E que dizer da beleza que nos transmite em «Sombras dos Antepassados Esquecidos», ou o realismo do seu romance de ficção (realmente) científica «Contacto»?
O problema que se me levanta não é se Sagan merece ser homenageado. O meu receio é não estar à altura de o homenagear.

Autor: Carl Sagan (gentil colaboração de Irmão de outra obediência maçónica)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

ASA - "Voar" em Liberdade

O meu nome simbólico de ASA assenta em 3 pilares fundamentais, que sustentam a forma da minha forma de ser, de estar e por fim a minha razão de existir e que se traduzem na justiça, na honra e na verdade. Estes três pilares foram cimentados ao longo dos meus trinta e nove anos de existência e particularmente construídos durante vinte e nove anos no Mundo Profano.

A escolha feita em reflexões, em adoptar o nome simbólico de ASA, não tem nada de filosófico, mas muito de emocional e sentimental. Ao entrar na escuridão, e perante as responsabilidades que se deparavam a partir daquele momento, não me poderia esquecer do Homem, e que ao mesmo tempo era meu Pai, que me formou e que a ele fui beber todos os conceitos atrás descritos.
Espero portanto, com os ensinamentos que “Ele” me deu e com a ajuda de todos os demais, possa trabalhar a pedra com o objectivo de me tornar num homem ainda mais justo, mais fraterno e defensor acérrimo da Verdade neste Ideal Maçónico.

No dicionário Texto Editores:
ASA - " é um membro guarnecido de penas que serve às aves para voar" e é precisamente este último termo “voar” sinónimo de Liberdade; no sentido figurado ASA é definido por “protecção” no plural “ligeireza”;
Estes dois termos definem, por um lado a aplicabilidade do nome simbólico nesta grande família e por outro lado representa com uma grande amplitude a minha visão do Mundo Maçónico.

No dia 6 de Dezembro do ano passado passei a ser um novo Homem. Renasci

Autor: ASA

Curiosidade: ASA, foi Rei de Judá, filho de Abias, neto de Roboão e Bisneto de SalomãoRei de Israel. Trouxe a paz para Judá e reinou quarenta e um anos. Lutou com Zerá Rei Etíope e venceu, não obstante a força militar deste de um milhão de homens e trezentos carros, na Batalha que teve lugar noVale Zefata em Maressa. Os seus assuntos ficaram escritos no Livro dos Reis de Judá e de Israel. Foi sepultado na terra de Davi, tendo sido feita uma queima fúnebre extraordinarimente grande. Cr.14:2