terça-feira, 15 de outubro de 2013

Poema Papiniano Carlos


Notável poesia de Papiniano Carlos lida aquando do Congresso Republicano de 1956. Que ajude a inspirar os Republicanos vivos no exemplo dos Republicanos mortos!

sábado, 5 de outubro de 2013

Comemoração da República no Feminino

Exposição de fotografias - Mulheres no tempo da República
 
De Joshua Benoliel (1873-1932), que nasceu em Lisboa, foi fotojornalista e o introdutor da fotografia de imprensa em Portugal.
Deixou um enorme arquivo fotográfico sobre o fim da monarquia e o princípio da república para além de uma foto- documentação sobre Lisboa e as suas gentes.
A exposição que será apresentada no Grande Oriente Lusitano dará a conhecer uma pequena selecção do importante espólio que se encontra conservado no Arquivo Municipal da Câmara de Lisboa e pretende ilustrar os "quotidianos no feminino" entre 1904 e 1920, mostrando essencialmente imagens de profissões de mulheres (das mais modestas às mais sofisticadas), cenas de rua, os namoros, as greves.

Joshua Ruah - Comissário da Exposição




Mesa Redonda - Quotidianos no Feminino da Implantação da República ao Século XXI

- Fernanda Rollo, Professora Associada de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. "Mulheres, Republicanas e Cientistas são perigosas"
 - António Arnaut, Advogado e Past-Grão-Mestre do GOL. "As Mulheres e a República"
- Maria Antonieta Garcia, Professora Associada da Universidade da Beira Interior (aposentada). "Olhares da Imprensa Guardense sobre o Feminino no início do Séc. XX, Cisões na Cultura Patriarcal"

Quotidianos no Feminino, porque somos Mulheres e queremos vislumbrar o que se esconde na penumbra do véu que cobre a História e a Actualidade do e no Feminino.
A Implantação da República foi indubitavelmente "o acontecimento" dos primeiros anos do Século XX português, com bandeiras políticas, económicas e sociais conhecidas.
E nos quotidianos? Quando e comos e fizeram sentir as "bandeiras" da República? Quem eram e como viviam as mulheres de Portugal no dealbar do Século XX? As cultas, as analfabetas, as urbanas, as rurais e todas as outras? Quem foram essas mulheres ao longo Século XX, em que medida os investimentos na alfabetização e na laicização do Estado, entre outros, se fizeram sentir nos seus quotidianos?
E hoje, mais de cem anos volvidos, quem são e como são as mulheres portuguesas, bisnetas da República? Fazem os seus quotidianos, jus às bandeiras da República, revêm-se nelas, recriam-nas?


Um 5 de Outubro no feminino

"A comemoração do 103.º aniversário do 5 de Outubro, foi pensada na importância que a Implantação da República teve sobre as mulheres.
No primeiro ano em que o 5 de Outubro não é feriado nacional, importa analisar cuidadosamente que modificações substanciais se verificaram na situação social, familiar, educacional e cultural das mulheres desde a Implantação da República até aos nossos dias.
É "Um 5 de Outubro do feminino" onde os nossos olhares se fixarão sobre os quotidianos reproduzidos nas imagens "falantes" de Joshua Benoliel e onde as "bandeiras da República" que aliciaram e entusiasmaram as mulheres neste movimento de Liberdade serão revisitadas e reavivadas"

Mery Ruah
Grã-Mestra Grande Loja Feminina Portugal

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Uma bofetada na República

Os Centros Republicanos sempre comemoraram o 5 de Outubro. 
Sempre junto à estátua de António José de Almeida, quer durante a Primeira República, quer na Ditadura do Estado Novo e agora, ao longo da Segunda República. Mas sempre, arrostando durante a Ditadura com cargas policiais e selváticas. 

Agora, acabou-se com o feriado do 5 de Outubro, curiosamente num tempo em que o Sr. Presidente da República louva esta e os seus ideais fazendo apelo à ética Republicana. Os dois anteriores Presidentes, Mário Soares e Jorge Sampaio, também o fizeram e com forte convicção. Ora, quando os nossos Presidentes assim procedem, a República resulta em exemplo estimulante para os comportamentos que os actores políticos nem sempre, como tal, têm assumido. 

Na Ditadura, foi a “República” que aglutinou o combate politico com as intervenções sacrificadas de muitos Republicanos. Os Congressos Republicanos de Aveiro foram disso exemplo notável. A República foi nesses difíceis tempos a voz, o coração e a coragem da Oposição.

O Governo, da República, extinguiu o feriado do 5 de Outubro e ao fazê-lo, pelo menos, está a esquecer os seus fundadores republicanos, já mortos, companheiros de quem nos lembramos agora, Mário Montalvão Machado, Artur Santos Silva, José Augusto Seabra, Artur Andrade, Artur da Cunha Leal, Olívio França, Nuno Rodrigues dos Santos, entre outros.
Importa dizer não, por Decência.
 
Talvez a notável poesia de Papiniano Carlos lida aquando do Congresso Republicano de 1956, ajude a inspirar os Republicanos vivos no exemplo dos Republicanos mortos:

“Que vos dizer, ó companheiros mortos,

Ó mestres queridos, ilustres ou anónimos?
Que palavras incolores, que rosa desfolhada
para dar-vos? Não, a terra não ficou
por semear, nem o navio abandonado,
a tarefa inacabada.
 

Mesmo que vós nos dissésseis: “Estamos mortos!
Que esperais de nós ainda?”, nós sabemos
que é a vosso lado que atravessaremos as sombras
destes terríveis tempos. Convosco viajaríamos
através da morte, da peste e dos infernos
se preciso fosse. A liberdade escreve-se
com sangue, estrelas e raízes, e é no meio
das trevas e dos cárceres que floresce

Assim vós a amastes e nos ensinaste.

Assim a amamos e, em seu nome,
havemos de chegar ao fim
da áspera jornada:

Com o exemplo da vossa união,
com vossa fé, vosso amor ao Povo, vossa verdade,
vosso navio,
vossa inesquecível voz.”

Aqui fica o pedido ao Governo para reflectir devidamente e não “liquidar” o feriado do 5 de Outubro.
Abracemos esta causa. Digamos não!
 

Viva a República!