terça-feira, 10 de setembro de 2013

Frederico George - Um Humanista

In Memoriam de Frederico George pela passagem do 3.º ano que nos deixou e partiu para o Oriente Eterno. 

Sir Frederick George, foi aceite Lowton aos 14 anos de idade e recebeu a Luz Maçónica aos 19 na Resp. Loja New England, Or. de Oxford, no Rito de York. Ao atingir o Grau de Mestre Maçon solicitou a sua passagem para Rito Escocês Antigo e Aceite, momento em que se filiou na Resp. Loja Morning Star a Or. de Lisboa. Loja em que se manteve até ao final do caminho.

Em 1971 subiu ao Supremo Conselho Unificado para a Grã-Bretanha, em 1982 assumiu o Cargo de Grande Chanceler do mesmo Orgão. 
Na sua Resp. Loja a Or. de Lisboa ocupou todos os cargos no Colégio de Oficiais, tendo sido Venerável Mestre por três vezes. 

Por iniciativa do Grão-Mestrado foi agraciado com as mais altas insígnias da Ordem, mas recusou sempre aceitá-las argumentando que tais insígnias eram marcada por um valor profano e saiam do âmbito do trajecto iniciático da Franco-Maçonaria. 
No momento da sua partida para o Oriente Eterno tinha renunciado a todos os seus cargos, mantendo apenas a distinção dos seus Graus.

Ao nível profano, era arquitecto de profissão, sempre dedicado a projectos de urbanização de bairros sociais. Actividade que desenvolveu e prestigiou em Inglaterra, mas sobre tudo em Portugal. 

Desde os 26 anos de idade que integrava a tendência republicana do Partido Trabalhista Britânico. 
Devido às suas convicções republicanas, nunca aceitou nenhuma distinção da Coroa e dadas a sua condição de dupla nacionalidade também recusou distinções da República Portuguesa.

Em sua memória será realizada uma Missa Solene na Catedral de Westminster – Capela da GLUI, celebrada por Sua Eminência o Arcebispo de Cantuária. 

As suas cinzas serão depositadas na parcela da Grande Loja no Cemitério Britânico em Lisboa.

Por este decreto de luto, que todas as Lojas e Oficinas Filosóficas ajam em conformidade.

Aos dez dias do mês profano de Setembro de 2010

Sua Alteza Real, o Duque de Kent,
Gão-Mestre da Grande Loja Unida Inglaterra

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sob o Signo do Sol

Aproveitemos este período de descanso e o tempo livre que o Verão nos proporciona, para reflectirmos (talvez mesmo meditarmos) sobre a grande luminária de Fogo, fonte de luz e Iluminação: o Sol.

O sentido purificador do Sol, na nossa tradição, e na nossa cultura (árabe-cristã), é de tal forma poderoso que ao longo dos séculos, várias gerações de homens e mulheres de todos os círculos sociais, religiosos e antropológicos, criaram ritos e rituais de celebração Ígnia.  
Na Maçonaria, e na tradição árabe-cristã, procura-se concentrar toda a energia ritualística no momento do Solstício (Junho). Nesse determinado momento de luz máxima, junta-se a energia de cada indivíduo numa cadeia de elos unidos, vincadamente motivados num sacrifício (sacro-ofício – ofício sagrado) de oferenda e purificação plena do corpo e da mente.

Conta-nos Mircea Eliade (pai do estudo filosófico das religiões comparadas) que já na pré-história os homens honravam o Sol, comungando de um Espírito Inspirador e de uma motivação perfeita de glorificação da Fonte-dos-Sete-Raios.  
Na realidade, os rituais e as práticas hoje em uso na Maçonaria e nas escolas árabe-cristãs, contêm quase inalterados, os rituais ancestrais de raiz pagã.
Oferecendo o trigo e o vinho, símbolos da energia vital do homem, a gigantes fogueiras, onde simbolicamente todas as acções negativas passadas se consomem até que no céu surja a poderosa nuvem branca da Anunciação: O novo ciclo.

Deste ponto de vista, o Verão é em si um ritual completo de morte e renascimento.
Assim, que durante este tempo em que estamos aparentemente longe uns dos outros, que a celebração do Fogo nos transmute como se passássemos por um verdadeiro processo alquímico. A Alquimia sob o signo do Sol.

terça-feira, 16 de julho de 2013

In Memoriam Irmão Gaudim Paes

 
Na hora em que o Sol beijou a Lua,
Um pelicano protegeu-o com as suas asas
Alimentou-o com o seu sangue
E com água do seu coração,
Partiu com ele e fê-lo Cristo.
 
Que o Grande Arquitecto do Universo
O receba entre os seus
O eleve pelos cinco pontos da Mestria
E o receba em sua Loja.


Autor: Jonátas