segunda-feira, 13 de maio de 2024

A Cadeia de União

Regressado de tempos difíceis e renovado em sentimentos e emoções neste retorno tão desejado, trago a este templo uma breve reflexão pessoal sobre a história, significados e importância da Cadeia de União. 

Esta organização circular tão carregada de simbolismo, tanto evidencia simplicidade e inocência como se revela como a mais complexa e abrangente conexão universal, numa prática que suscita elevados sentimentos de fraternidade e forte ligação.

A “Cadeia de União” representa, na sua singela simplicidade, uma figura complexa, não só em termos de organização da sua configuração, como também no que diz respeito ao seu sentido simbólico. Para além do rito da “Cadeia de União” corresponder à operacionalização humana do conceito de entrelaçar, é possível, também, a partir dela intuir sobre a ideia de cadeia, numa percepção de fortaleza, de conjugação perfeita de pés em esquadro, troncos e mãos, numa dinâmica comunicacional que, em muito, ultrapassa o conceito e o sentido de União. É significativamente mais profunda que a comunicação entre irmãos, seja por meio de oração, seja pela transmissão da palavra semestral.

Mas, a Cadeia, que é de facto de União, representa, na unicidade da sua forma e importância da sua mensagem, uma ideia de fraternidade, de coesão, de ligação e conexão harmoniosa, que se evidencia em tudo o que é físico e espiritual, numa coreografia da tradição maçónica.

A primeira referência à Cadeia de União remonta ao ano de 1696 e é descrita nos manuscritos dos arquivos de Edimburgo, como uma estrutura circular, organizada, que se recria, como hoje ocorre, no final dos trabalhos. Digamos que, com o passar do tempo, a cadeia de união ampliou sua presença e, a partir do século XIX, tornou-se num ritual frequentemente realizado no âmbito do encontro maçónico. 

A Cadeia de União constitui-se um grande momento de intimidade cúmplice e de proximidade assumida. 

É um momento em que todos os irmãos dão as mãos, formando um círculo e olhando para o centro da loja. Tudo é simbolicamente importante nesse momento união: a maneira de dar as mãos, a formação do círculo, o toque dos pés, as palavras ditas pelo Venerável Mestre.  

Alguns autores, (como Irène Mainguy) referem-se, até, a um fluxo de energia circulando por todos os maçons ligados na cadeia, num vínculo que une irmãos, muito para além do próprio tempo e espaço.

Pela Cadeia de União, corporiza-se aquilo que é a unidade da corrente através da multiplicidade dos seus elos. Mas outras conotações podem ser apontadas na representação da Cadeia. 

Ao se organizarem em círculo, os maçons definem, claramente, a sua cadeia de união como algo que representa o grande elo, a grandeza, a eficiência e o poder do sagrado. A Cadeia torna-nos elos de Força, Beleza, Sabedoria, Partilha e União, que não só liga os Irmãos entre si, como liga os Homens ao Grande Construtor do Universo.

Na verdade, a Cadeia de União pode ser considerada como uma expressão superior do Amor Fraterno, baseado no amor tremendo, invencível, avassalador e puro de Deus. As mãos nuas dos Irmãos, ligadas naquele momento, falam da Honestidade dos corações e, a sua união representada pela comunhão que se interpreta pela sua posição, invoca os valores da Fraternidade. A Cadeia de União é exponencialmente mais expressiva e simbólica do que toda a mímica de entrelaçar os braços, do aperto de mãos e do toque dos pés em esquadro.

Através da Cadeia de União, o Maçon conecta-se com os seus Irmãos! É uma prática de partilha de sentimentos e pensamentos, que ocorre, concretamente, em presença de todos, mas que alcança todos os que, por uma razão inopinada ou fragilidade momentânea, possam estar ausentes do templo. 

A representação formal da Cadeia de União remete-nos, igualmente, para os deveres, princípios e virtudes próprios do “Ser Pessoa” e do “Ser Maçon”. 

Todos os Irmãos, unidos na expressão coreográfica da ligação existente entre si, alinham-se defendendo e fazendo cumprir um ideal de atitude, comportamento e orientação que nos assegura a capacidade de:

• Ser bondoso, amigo e cordial para com todos.

• Ser empático e disponível para todo o Irmão que precise de ajuda. 

• Acolher, apoiar e defender os Irmãos nas suas falhas ou fragilidades, revelando capacidade superior para compreender os factos e os contextos individuais.

• Ser próximo, gentil e cuidadoso em conteúdo e forma, em situações de correção, sugestão ou orientação para a melhoria ou, até mesmo, qualquer recomendação sobre alteração de comportamentos.

• Assegurar-se de uma atitude permanente e proativa de bondade para com todos outros, preocupando-se em manter uma postura bondosa, amistosa, coerente e justa em todas as situações.

No fundo, a Cadeia de União, significa e valida o quão inquebrável é a ligação entre os Irmãos, unidos pelos laços da Fraternidade.

Sem aquele momento de união universal, ninguém abandona o local. A Cadeia de União permite uma despedida em harmonia, uma separação entre Irmãos, na certeza de que todos estão felizes e realizados, que todos se sentem e são respeitados como seres únicos e individuais, mas também imensamente pertença de um conjunto uno e inquebrável, como é a ligação e a União Fraterna, de harmonia e paz interior que reina entre os Irmãos. Nesta perspectiva, podemos até afirmar, que a Cadeia de União formada dentro do Templo e simbolicamente associada a uma ideia de União Fraterna é, realmente e em si própria, a representação da própria Fraternidade.      

Conceição (2002) refere-nos de forma categórica (e cito) que “Individualmente somos fracos, isolados e falíveis, contudo, quando o Venerável, antes do encerramento dos trabalhos, evoca a união de todos os Maçons (…) há um sopro mágico que se introduz no Templo”. 

De facto, a Cadeia de União é o corolário obrigatório das sessões de trabalho! Momento alto de simbolismo e expressão mítica. Há uma agregação das forças psíquicas presentes, focadas no mesmo objetivo e há, assumidamente, uma energia que esta cadeia pode armazenar que passa ao longo da cadeia por todos os seus integrantes.

A Cadeia de União é, também, uma cadeia de defesa!!! Juntos somos mais fortes! E, mantendo-nos juntos, conseguiremos ser mais capazes, competentes e impenetráveis face às influências nefastas do exterior. Por outro lado, a conexão que se manifesta naquele momento, dá significado às palavras que possam ser proferidas, à oração que se murmure, à referência de compaixão que se anote e, ainda, à invocação proferida pelo Venerável, relativa a eventuais preocupações e aspirações gerais e particulares. 

Nenhum Maçom pode (ou deve) integrar a Cadeia de União se carregar em si, o peso de sentimentos negativos, se trouxer o coração carregado de rancor, inveja, raiva, ira, egoísmo ou qualquer outro sentimento maléfico. Da Fraternidade e União, resultam espíritos conectados! E também uma energia benfeitora, humana e criativa, sempre construtora do Bem

Autor: Noah 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

O Cinquentenário do 25 de Abril

Discorrer sobre o 25 de Abril é falar de liberdade, enquanto expressão das nossas aspirações, da persecução dos nossos sonhos e da esperança de podermos viver conforme os nossos valores. A liberdade, pedra angular daquela que é a nossa divisa, não só fundamenta as sociedades justas e equitativas, como a sua privação torna totalmente pueril a igualdade e a fraternidade; a verdadeira igualdade só é alcançável quando todos experienciamos liberdade de pensamento e de oportunidades, e a fraternidade apenas floresce quando temos a liberdade de nos unir, de plena vontade, sem medo e sem coerção. 

Falar em liberdade é também recordar a história da Loja Estrela d’Alva; tendo erguido colunas no início do século passado, a sua narrativa cruza momentos marcantes da nossa história, onde se incluem as décadas de ditadura que culminam no 25 de abril de 1974, cujo cinquentenário hoje celebramos.

É neste contexto que vos trago algumas palavras condignas com esta solenidade; palavras de difícil traçado, por evocarem um passado que, pela minha juventude não experienciei, mas que vive no meu coração e no meu quotidiano, e se sustenta no exemplo de vida dos inúmeros Irmãos que hoje recordamos e homenageamos. É um recorte dessas memórias que vos ofereço hoje, para que as histórias de vida dos Irmãos que lutaram incansável e altruisticamente em prol da liberdade, não se percam nas páginas estéreis dos livros e permaneçam sempre vivas nos nossos corações.

Dos inúmeros Irmãos vivenciaram esses tempos, há dois nomes que hoje entendi relevar, pelo papel que desempenharam neste hiato democrático, os Nossos Irmãos Raul Wheelhouse e José Joaquim Pascoal Gomes.

Recuando ao turbulento ínterim do início da década de 30, com o Palácio Maçónico encerrado e os Maçons a viverem em semiclandestinidade, Raul Wheelhouse, médico e cirurgião no Sardoal, enquanto Venerável da Loja Estrela d’Alva, desenvolve profusa atividade Maçónica dentro e fora da Loja, com uma importante participação na fundação dos Triângulos do Sardoal e do Entroncamento. 

Republicano convicto, e fervoroso ativista político, enquanto opositor à ditadura militar vigente, é mantido sobre apertada vigilância pela polícia de defesa política e social o que conclui na sua demissão forçada de médico do partido municipal e na sua posterior prisão em 11 de março de 1933; a sua libertação precoce, serve apenas de preludio para o seu julgamento e condenação ao degredo, no forte de São João Batista em Angra do Heroísmo.

Em 1935, com a Maçonaria vetada à proibição e com o Palácio Maçónico usurpado pela Legião Portuguesa, Raul Wheelhouse regressa do exílio e retoma o seu Trabalho Maçónico como Venerável, cargo que desempenha até 1944. Manteve também durante inúmeros anos consultório na sua casa do Sardoal, sendo ainda hoje recordada a sua grande competência, altruísmo e generosidade para com aqueles que não tinham capacidade económica para pagar os honorários que lhe cabiam, reduzindo-os ou deles abdicando.

Em 1945, e com o fim da segunda grande guerra, Salazar anuncia a dissolução da Assembleia Nacional e a convocação de colégios eleitorais, com o intuito de mostrar no plano internacional o suposto carácter democrático do regime; aproveitando esta aparente abertura, um grupo de republicanos, do qual faz parte Raul Wheelhouse, reúne a 8 de outubro de 1945 no Centro Escolar Republicano Almirante Reis, plenário que mais tarde resulta na criação do Movimento de Unidade Democrática, MUD.

É nesse mesmo ano que primeiramente ouvimos falar de José Joaquim Pascoal Gomes, à época sem qualquer filiação Maçónica, mas cuja recusa persistente em subscrever qualquer lista de apoio ao governo de Salazar, o faz abandonar o serviço publico e filiar-se também no MUD. No ano subsequente, o Partido Socialista Português reorganiza-se sob a designação de Partido Socialista - Secção Portuguesa da Internacional Operária (PSP-SPIO), e vê Raul Wheelhouse ingressar como presidente da sua comissão executiva, cargo que exerce até 1948.

Viviam-se tempos que exigiam aos Maçons cuidado nos métodos e frugalidade na matéria escrita, e terá sido nesse período que Raul Wheelhouse não só exerce diversos cargos no Grande Oriente Lusitano Unido, como facilita o seu domicílio para a realização de reuniões dos distintos órgãos da Obediência. A 23 de outubro de 1947 é iniciado na Loja Estrela d’Alva, José Joaquim Pascoal Gomes, à data composta por cerca de trinta Obreiros.

Em 1949, Raul Wheelhouse e Pascoal Gomes tomam parte ativa na candidatura à presidência da república do general Norton de Matos; em 1958, enquanto apoiante de Arlindo Vicente, Pascoal Gomes é detido pela PIDE e mantido recluso em Caxias. Nesse mesmo ano, Raul Wheelhouse participa na candidatura do general Humberto Delgado à presidência, dando-lhe posterior guarida na sua casa do Sardoal aquando da sua perseguição pela polícia política, pouco antes de este ser forçado ao exílio.

Liberto do seu cárcere, os tempos obrigam a que Pascoal Gomes desempenhe uma multiplicidade de cargos em Loja; e é enquanto intendente dos banquetes, que assume a incumbência de assegurar a realização das reuniões de Loja, por à época estas tomarem frequentemente, e por precaução, a forma de um almoço mensal sob um qualquer pretexto profano. Esse desassossego, a bem do anonimato, conduz os Irmãos do Restelo a Linda-a-Velha, passando pelo estabelecimento do Garrido Alfaiate nos Restauradores, pelo Restaurante da Quinta de S. Vicente, pela Pastelaria Ferrari, e mesmo pelo domicílio de Raul Wheelhouse, no Sardoal.

Nesse tempo e geografia, Pascoal Gomes recorda três figuras notáveis que refere terem marcado a sua vida profana e Maçónica; o Dr. Ramon de La Féria, o Dr. Luís Rebordão, à época Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido e o Dr. Luís Dias Amado, e enaltece ainda as relações de grande proximidade entre a sua Loja Estrela d’Alva e as Lojas Pureza, Simpatia e União e Liberdade. A partir de 1966 passa a integrar os órgãos do, à época denominado Asilo de S. João, até que entre 1970 e 1973 passa a membro efetivo da respetiva direção, período coincidente com a transição para a atual denominação, de Internato de São João.

Em torno de 1972, e ainda que com profundas reservas do regime, Raul Wheelhouse é finalmente autorizado a voltar a exercer a Medicina no serviço público, integrando a Casa do Povo do Sardoal.

Chegados a 25 de abril de 1974, Pascoal Gomes encontra-se afastado dos Trabalhos de Loja, por estar em tratamento no estrangeiro para uma grave enfermidade, e viu-se privado de testemunhar, o que o próprio denomina de “a gloriosa manhã da libertação da nossa Pátria amada”, ausência que muito o marcou.

Já em plena liberdade, a 30 de novembro de 1974 é formalmente entregue no Grande Oriente Lusitano o quadro da Loja Estrela d’Alva com 14 obreiros e a 11 de Dezembro desse mesmo ano realiza-se neste Palácio a primeira Sessão em plena liberdade.

Com o regresso dos Trabalhos Maçónicos à luz do dia, Pascoal Gomes participa ativamente na reconstrução deste Palácio, contribuindo com inúmeros recursos pessoais e materiais. Parte para Oriente Eterno em 18 de janeiro de 2000, como homem livre.

Não vivemos de memórias passadas, mas honramos o nosso passado e neste dia em que evocamos os 50 anos do 25 de abril, sobrelevo que cabe a nós maçons, mais do que nunca, a árdua, mas nobre tarefa de perpetuar esse legado, recordando hoje e sempre todos os que lutaram e continuam a lutar prol da liberdade.

Autor: Álvaro de Campos

sábado, 23 de março de 2024

A Espiritualidade e o Sentido da Vida

A busca pelo sentido da vida é uma questão filosófica que tem intrigado os pensadores ao longo da história. Na atualidade, a espiritualidade se apresenta como um caminho de autoconhecimento e transformação interior que permite ao ser humano transcender a sua natureza limitada e encontrar um sentido mais profundo na vida.

No entanto, a espiritualidade enfrenta desafios significativos. O mundo moderno é marcado pela fragmentação, pela superficialidade e pelo individualismo. Muitas pessoas vivem em um estado de desconexão, sentindo-se isoladas e desorientadas em relação ao mundo e a si mesmas. Nesse contexto, a espiritualidade pode ser vista como uma forma de reconectar com algo maior e de encontrar um propósito mais elevado na vida.

Um dos grandes pensadores que refletiu sobre o sentido da vida foi o psiquiatra austríaco Viktor Frankl. Ele afirmou que "O sentido da vida é encontrar o seu propósito. O homem deve ter uma razão para viver e um propósito a realizar". Essa afirmação de Frankl é muito relevante para a espiritualidade na atualidade, que busca encontrar um sentido mais profundo na vida e um propósito maior para a existência.

Mas como podemos buscar a espiritualidade em um mundo tão frenético e individualista? 
Uma das tendências para o futuro é a busca por práticas espirituais que possam ser realizadas no cotidiano, de forma simples e acessível. A meditação, por exemplo, é uma prática que vem ganhando espaço e pode ser realizada em poucos minutos por dia, em qualquer lugar. Além disso, a procura por valores como a empatia, a compaixão e a solidariedade, pode ser vista como uma forma de cultivar a espiritualidade no cotidiano.

Outra tendência é a busca por uma espiritualidade inclusiva, que respeite as diferentes tradições espirituais e as diferentes formas de buscar o sentido da vida. Essa abordagem inclusiva e aberta pode ser uma forma de encontrar um senso de unidade e de propósito comum, em um mundo cada vez mais complexo e interconectado.

Além disso, a espiritualidade pode ser vista como uma forma de enfrentar os desafios éticos e morais que enfrentamos hoje. O mundo moderno é marcado pela complexidade e pelas contradições, com avanços tecnológicos que trazem benefícios inegáveis, mas também desafios éticos e morais. A espiritualidade pode ser uma fonte de orientação nesse contexto, ajudando as pessoas a tomar decisões mais éticas e a construir uma sociedade mais justa e equilibrada.

No entanto, para que a espiritualidade possa desempenhar esse papel, é preciso que ela esteja presente na vida cotidiana das pessoas e que seja acessível a todos. Isso significa que deve ser vista como algo que pode ser vivenciado em qualquer contexto, e não apenas em momentos de culto ou de prática religiosa, deve ser vista como algo que pode ser conseguido por pessoas de diferentes origens e culturas, sem discriminação ou exclusão.

Sinto que a espiritualidade tem um papel fundamental na atualidade, ajudando as pessoas a encontrar um sentido mais profundo na vida e a enfrentar os desafios éticos e morais do mundo moderno. Para que a espiritualidade possa cumprir esse papel, é preciso que ela seja inclusiva, aberta e acessível a todos, e que esteja presente na vida cotidiana das pessoas. 

Como afirmou Viktor Frankl, o sentido da vida é encontrar o seu propósito, e a espiritualidade pode ser um caminho para alcançar esse objetivo.
É importante que cultivemos a espiritualidade em nossas vidas, buscando práticas que nos possam ajudar a reconectar com algo maior e a encontrar um propósito mais elevado. A meditação, a reflexão e a busca por valores como a empatia e a solidariedade podem ser formas de cultivar a espiritualidade no cotidiano. Além disso, é importante que sejamos críticos e reflexivos em relação aos valores e práticas que não contribuem para a construção de um mundo mais justo e equilibrado.

A busca pela espiritualidade não deve ser vista como algo que nos afasta do mundo, mas sim como uma forma de nos conectarmos com ele de forma mais profunda e significativa. Pode ser uma fonte de esperança e de inspiração em um mundo que muitas vezes parece caótico e sem sentido. Ela nos pode ajudar a encontrar um propósito mais elevado na vida e a construir um mundo mais justo e equilibrado para todos.

Portanto, procuremos práticas e valores que nos permitam encontrar um sentido mais profundo na vida e contribuir para a construção de um mundo melhor. Citando mais uma vez Viktor Frankl, "O que dá sentido à vida é a responsabilidade. Em cada situação, temos uma responsabilidade a cumprir, seja para com nós mesmos, seja para com o mundo". Que possamos assumir essa responsabilidade e buscar a espiritualidade como um caminho para encontrar o nosso propósito e contribuir para um mundo mais justo e equilibrado.

Autor: Viktor Frankl